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Agricultura Familiar
Para o produtor ser considerado um agricultor familiar ele precisa enquadrar-se nas definições propostas pela Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. De acordo com esta Lei, um agricultor familiar é aquele que não possuí área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais (corresponde à área mínima necessária a uma propriedade rural para que sua exploração seja economicamente viável no Brasil). Vale ressaltar que o valor do módulo fiscal varia de acordo com o município em que sua propriedade esteja localizada, podendo ser de 5 a 110 hectares.
Outras características necessárias para ser um agricultor familiar é dirigir seu estabelecimento utilizando, predominantemente, mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas, e ter um percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas em sua propriedade.
Fonte: Brasil, 2006. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11326.htm>.
Agricultura Familiar
Objetivos como o da busca por saldos positivos na balança comercial do país, que recebe forte contribuição das exportações agrícolas, podem até ofuscar a importância da Agricultura Familiar dentro do cenário econômico produtivo, porém, não podemos esquecer seu papel fundamental no abastecimento alimentar brasileiro, contribuindo para geração de renda, controle da inflação e melhoria no nível de sustentabilidade das atividades agrícolas.
Considerando-se o abastecimento alimentar, a Agricultura Familiar destaca-se por desenvolver culturas variadas e que, apesar da pequena escala, distinguem-se por sua qualidade e por sua característica altamente distribuída. Sua dispersão geográfica a aproxima dos consumidores, privilegiando, principalmente, as comunidades mais distantes das grandes cidades e, por consequência, dos grandes centros de distribuição.
Caracterizada por pequenas propriedades, o número de beneficiados com os resultados financeiros também é um diferencial, o que possibilita a geração de renda em regiões distantes de centros industrializados, oferecendo alternativa, inclusive, para fixação do homem no campo.
Por ser predominantemente baseada em policultura, ou seja, produção e oferta de produtos variados, e por sua proximidade ao consumidor, a produção familiar pode estar menos propensa a influências, principalmente externas, na formação de seus preços, contribuindo, assim, com a sua estabilização e, por conseguinte, com o controle da inflação.
Na questão ambiental, que ganha cada vez mais destaque, a Agricultura Familiar também se sobressai por adotar práticas ambientalmente mais sustentáveis, em função, principalmente de sua característica de produção em pequena escala e por evitar os riscos proporcionados pelas monoculturas de grandes propriedades. Agrega-se a isso os estímulos à produção de alimentos orgânicos ou obtidos por meio da agroecologia, que conferem aos produtos da Agricultura Familiar diferencial competitivo na busca por qualidade e responsabilidade socioambiental.
O Censo 2006 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2006) apresenta números significativos, relacionados à Agricultura Familiar nacional:

Gráfico elaborado por CoDAF

Gráfico elaborado por CoDAF

Gráfico elaborado por CoDAF

Gráfico elaborado por CoDAF
A participação da Agricultura Familiar na produção de mandioca (87%), feijão (70%), carne suína (59%), leite (58%), carne de aves (50%) e milho (46%) reforçam a sua importância no cenário agrícola brasileiro.
Os números acima apontam uma concentração na questão sobre a posse da terra, onde 15,6% do total dos estabelecimentos não familiares ocupam 75,7% do total das terras, sendo utilizados para a produção uma área média de 309,18 ha, frente aos 18,37 ha destinados às propriedades familiares.
Assim, destaca-se ainda mais a posição de relevância que possui a Agricultura Familiar, mesmo não tendo a visibilidade que a produção baseada em modelos de grande escala tem, principalmente aquelas direcionadas à exportação. O trabalho exercido dentro dos empreendimentos familiares é a garantia de um abastecimento interno alinhado às demandas alimentares da população, criando um ambiente propício para a redução da fome e do desenvolvimento e bem estar no campo.
Fonte: Censo Agropecuário 2006. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em: <http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/51/agro_2006.pdf>.
Agricultura Familiar
São diversas as vantagens para os produtores enquadrarem-se na agricultura familiar. Agricultores familiares são beneficiários de uma série de políticas públicas específicas, realizadas em âmbito municipal, estadual ou federal. As principais políticas no âmbito federal são desenvolvidas pelo Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, vinculado ao Ministério Social, e envolvem programas de incentivo à comercialização agrícola, crédito para investimento ou custeio de safras, seguros de produção e aquisição de terras. Contudo, para poderem usufruir da maioria dos programas, os produtores devem enquadrar-se nas diretrizes definidas pela Lei nº 11.326/2004 e possuir uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Para saber mais sobre a DAP, clique aqui.
Outra vantagem de enquadrar-se como agricultor familiar é a participação na Política Nacional de Assistência Técnica Rural (ATER), uma política de extensão rural que busca, através da formação de agentes, fomentar a prestação de serviços e capacitação dos agricultores.
Hoje em dia existem diversas certificações que organizações privadas buscam para poder qualificar seus produtos com selos que garantam a padronização e qualidade dos mesmos. Para tanto, as organizações que buscam certificação são incentivadas a adquirir certa quantia de matéria-prima de agricultores familiares, possibilitando, desta forma, vantagem comercial para produtores que enquadrarem-se neste segmento. Como exemplo, tem-se o Selo de Combustível Social, do qual as empresas produtoras de biodiesel precisam comprar no mínimo 20% de matéria-prima da agricultura familiar para possuir esta certificação.
Agricultura Familiar
Estes são alguns dos órgaos relacionados com o segmento da Agricultura Familiar, em seus respectivos portais podem ser encontradas informações sobre políticas públicas e dados econômicos.
Ministério da Agricultura: http://www.agricultura.gov.br/
Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo: http://www.agricultura.sp.gov.br/
Sociedade Nacional de Agricultura: http://sna.agr.br/
Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário: http://portal.mda.gov.br/portal/
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: http://www.mds.gov.br/
Instituto de Economia Agrícola: http://www.iea.sp.gov.br/
Onde se informar
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Balde Branco é uma revista do setor leiteiro criada em 1964. A revista possui circulação mensal, e já recebeu vários prêmios em razão de suas notícias publicadas.
O Avicultura Industrial é um Portal que integra fontes de dados para produtores do setor de produção de aves. No portal são encontradas informações relacionadas a análise de mercado e notícias. Também disponibiliza…
Dados abertos
O Brasil é o 4° maior produtor mundial de mandioca (CONAB, 2018), com uma produção de 20,8 milhões de toneladas em 2018, cultivados em 1,4 milhões de hectares. Dados sobre a produção de mandioca no estado de São Paulo…
Nessa representação de fonte de dados estão disponíveis dados sobre índices pluviométricos da região de Tupã, coletados no portal da UDOP - União dos Produtores de Bioenergia.
O tomate é uma das principais hortaliças produzidas no Brasil, sendo o Estado de Goiás o maior responsável por parte desta produção nacional, o País esta entre os dez maiores produtores de tomates mundiais.